A euforia com os salários na construção civil se arrefeceu. Segundo dados da consultoria de RH Robert Half, cargos que chegaram a ter aumento de remuneração de 100% em 2012 hoje têm aumentos médios de 10%.
"As empresas estão mais racionais na contratação. Não há mais aquela empolgação", explica Isis Borge, gerente da divisão de engenharia da recrutadora.
O crescimento mais lento no número de contratações na área (de 0,32% em abril deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado), fez com que, em maio, o Sinduscon-SP (sindicato da indústria da construção em São Paulo) revisasse para baixo a previsão de crescimento desse mercado. Antes, a expectativa era de alta de 2,8% no PIB do setor e agora é de 1% a 2%.
Ainda assim, segundo Borge, há espaço para quem busca uma vaga no mercado. "As obras de estradas e energia continuam demandando gente", afirma. A área de edificações (torres residenciais e comerciais) também. "As grandes empresas deram uma freada, mas as pequenas e médias estão contratando."
Profissionais com boa visão de negócios e vendas também encontram oportunidades. Segundo Lea Federmann, sócia da recrutadora 2Get, muitas construtoras estão em busca desse perfil para ajudar na venda de imóveis que estão parados.
Quem trabalhou em grandes obras dos eventos esportivos, como a construção de estádios, tem encontrado oportunidades fora do país. Borge afirma que o movimento de expatriação não é maior porque muitos profissionais acabam sendo barrados por não falarem inglês.
De acordo com a Robert Half, entre os cargos que têm sido mais demandados pelo setor está o de engenheiro de obras, que chegou a ter aumentos salariais de 100% em 2012 --hoje a média é de 10%.
GERAÇÕES
Para Borge, os recém-formados são bem-vindos no setor. "A área de construção civil ficou mais de uma década sem espaço para profissionais. Muitos deles, mais velhos e experientes, foram absorvidos por outras áreas ou estão se aposentando."

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